
Tecnologia na vida do professor também é currículo. O uso
do celular em sala de aula denuncia ser o cardápio preferido da
maioria dos alunos. Na fala de Silvio da Costa Pereira, uma explosão. Essa
mídia por si só seria objeto de pesquisa em todas as escolas. Por mais que as
normas frisem que é proibido durante a aula, que é recolhido e entregue à
coordenação, que solicita ao responsável vir à escola para reaver, nada disso
inibi o avanço da quantidade deles em sala. Podemos dizer que esta guerra parece perdida.
A leitura
híbrida vai acontecendo disfarçadamente, “como um complexo processo semiológico
que utiliza três diferentes códigos de significação: o código verbal/texto, o
código icônico/imagem e o código sonoro/som”. Todos os alunos sabem utilizar,
são alfabetizados midiaticamente, enquanto nós educadores tateamos nesse campo
sem ter efetivamente estratégias pedagógicas de uso.
Silvio da
Costa Pereira cita Beloni, que afirma: “não há mídia que não possa ser usada na
escola. Posto que estão no mundo e que são usadas no espaço extra escolar” (e
agora mais do que nunca também escolar)... “deveria ser do interesse da escola
usá-las ou refletir junto aos alunos sobre o modo como as usamos.”
Não é isso
que precisamos num bom projeto, focos de interesse, problemas a serem
resolvidos? Que tal assumirmos essa mídia e discutirmos
abertamente com nossos alunos estratégias concretas de uso?
